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O nome do jogo: CAFÚ
Este é o nome do jogo: Cafú. Nasceu aqui pertinho da minha casa. Moro no Capão Redondo, ele nasceu no Jardim Irene. Mesma região, mesma realidade. Jogou bola em campinho de terra batida, espremido entre os barracos. Jardim Irene e Jardim das Rosas são dois lugares pobres, espremidos entre favelas na imensa favela chamada São Paulo. Alí o menino Cafú jogava sua bola. Com a idade, para fugir da triste realidade dos nossos meninos: tráfico, cadeia, cemitério ou um empreguinho de merda, escolheu ser jogador de futebol.
Por onze vezes foi barrado em "peneiras", maneira idiota que encontraram de barrar sonhos de nossos meninos. Diziam a ele que procurasse outra coisa na vida, pois como jogador de futebol não tinha futuro. Quem comanda essas barreiras? sim pois deveriam ser chamadas de barreiras e não peneiras. São ex-jogadores de futebol de periferia. Jogadores medíocres, é claro. Querem encontrar um craque já pronto numa realidade miserável. Um menino desnutrido, descalço e querem que já seja um craque. Cafú não era um craque. Mas jogava futebol e gostava. Tanto que persistiu. E chegou lá. É a própria imagem do futebol brasileiro. Raça, garra e muita disposição para a luta.
Ironicamente meu jogador predileto nessa seleção é o Kaká. Para mim ele fará a diferença, lembra-me o Leonardo. Disse ironicamente pois trata-se de duas realidades diferentes. Um menino póbre da periferia, outro menino bem nascido, classe média alta, educado, fluente. Um príncipe. Dois homens que lutam. Assim é o nosso Brasil. Foi só 1x0? Foi ótimo.
Escrito por Valter às 09h35
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Rumo ao Hexa, Brasil
Coisa mais bonita, é você aqui. Mora no meu peito um sentimento que não posso descrever, só sentir. Em datas como hoje, sinto o coração quente, uma vontade de estar perto das pessoas que amo e até daquelas que no dia-a-dia não fazem parte do meu convívio. Parece que as diferenças diminuem e que apenas os bons sentimentos afloram. Que bom seria se todos os dias pudessem ser assim.
Sei que amanhã tudo volta aser como antes, mas hoje que aproveitar tudo de bom que há prá se viver.
Vá lá Seleção. Tráz um bom resultado hoje para que o Hexa fique mais próximo. Hoje é pátria de chuteiras, como dizia o Nelson Rodrigues. A minha é número trinta e oito.
Escrito por Valter às 10h59
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